Páginas

terça-feira, 12 de maio de 2015

Aos Mestres da Cozinha Gluten Free

Cozinhar é uma arte, isso é incontestável, mas e cozinhar sem glúten, sem leite e outros alergênicos, já passou pela sua cabeça que isso é possível sim e pode render quitutes maravilhosos?
Eu nunca tinha parado pra pensar nisso, mas eis que meu mundo deu uma reviravolta, me obrigando a abrir minha cabeça e expandir meus conceitos. 
Nunca havia passado pela minha cabeça que eu faria pães sem glúten e leites vegetais em casa, com minhas próprias mãos, isso me parecia totalmente fora da minha realidade. Só que os pães que eu comprava não me agradavam e os preços eram e ainda são altíssimos, por isso fui tentando. Joguei muitos pães e bolos fora, sempre gostei de fazer bolos, mas penei um pouco para acertar as novas receitas sem glúten e sem leite.
Por isso, agradeço imensamente pela existência da internet, lá pude encontrar culinaristas, chefs, mestre cucas, mães, esposas, irmãs, “experts” na arte de cozinhar nesse universo sem glúten e sem leite. Seguindo essas receitas maravilhosas, vi que dava sim pra comer quitutes gostosos e com saúde.
São tantas pessoas que me ajudaram, a maioria delas nem sabe disso. Alguns se encaminharam para esse ramo da gastronomia por necessidade e amor, outros por puro amor ao próximo e vocação.
Prefiro nem citar nomes, para não esquecer de ninguém. Mas deixo a todos o meu agradecimento, por tornarem nossa vida mais doce, partilhando receitas tão saborosas, com tanto cuidado com nossa saúde!
Graças a Deus, eu lido bem com minhas restrições e já não me importo tanto em negar aqueles lindos bolos em todas as festas que vou. Mas nem todos reagem assim, imaginem uma criança, por exemplo. Se não fosse por essas pessoas que mostram que sim existem delícias sem glúten e sem leite e com muito sabor, como seria?
A arte de cozinhar ajuda muito a aceitação de nossa condição celíaca, faz parte do processo de entender esse novo mundo. Não tenham medo de tentar e errar, são tantas as pessoas inspiradoras, busquem as que mais se identificam com suas preferências e coloquem suas receitas em prática. Vai valer a pena, tenham certeza!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Cardápio sem glúten (só que não)



Eu gostaria que todos os gestores de restaurantes desse país pudessem ler esse post, sei que não será possível, mas mesmo assim vou escrever... risos!
Frequentar restaurantes não faz mais parte da minha rotina, por conta da Doença Celíaca. No início do meu diagnóstico, eu me “arriscava”, conversava com garçons, maitres, gerentes, chefs de cozinha, perguntava, explicava. E o que acontecia? Sempre acabava passando mal, por conta da contaminação cruzada.
Como tudo tem limite, acabei desistindo. Se preciso ir a um bar ou restaurante, como antes de ir e levo alguma coisa para petiscar e não ficar com fome. Abro algumas exceções, onde me sinto mais segura ou quando preciso viajar (mas pesquiso muito antes de ir).
Fico muito feliz com o surgimento de alguns estabelecimentos que se preocupam com os celíacos e com alérgicos, nos atendendo com segurança. Já temos em alguns locais do Brasil pizzarias, padarias, bares, confeitarias e restaurantes com cardápio 100% sem glúten. Outros ainda possuem opções com e sem glúten, mas fazem tudo com segurança, para evitar que ocorra contaminação cruzada.
Infelizmente, porém, o que acontece na maioria dos casos é a total falta de informação e de consciência. Atraídos pelo modismo das capas de revista que estampam “perca x quilos, cotando o glúten da dieta”, mas se esquecendo da seriedade do assunto, gestores de restaurantes e afins decidem fazer um cardápio sem glúten. Por que não? Tão fácil, não é?
Não é tão simples assim, para um alimento ser realmente sem glúten, seus ingredientes devem ter no máximo 20ppm de glúten por cada quilo. Além disso, não podem ser compartilhados utensílios e, no caso de pizzarias, por exemplo, as cozinhas devem ser exclusivas para alimentos sem glúten.
Vemos por aí inúmeras divulgações de “Temos opções sem glúten”, mas que após os questionamentos que nós celíacos estamos acostumados a fazer (os alimentos sem glúten são preparados separadamente? É seguro para celíacos?), acabam virando “nosso cardápio não é apto para celíacos, visamos atender as pessoas que optam por tirar o glúten de sua dieta”.
Na minha humilde opinião, isso é propaganda enganosa, estou errada? Sempre fico pensando naqueles celíacos que veem essas divulgações e as recebem com tanta empolgação que não tomam os cuidados necessários. Estes podem se contaminar e ficar doentes por conta disso. Ou ainda uma mãe que não tem informações sobre contaminação cruzada e leva seu filho a esses restaurantes e não sabe o porquê de seu filho estar sempre doente, mesmo não comendo nada com glúten.
O que eu gostaria de pedir aos gestores de restaurantes de nosso país é: se informem muito antes de formular um cardápio sem glúten, e só divulguem caso tenham plena certeza de que estão oferecendo alimentos livres dessa proteína, que para os celíacos é um veneno.
Que tal seguir o exemplo da rede internacional “PF Chang´s” que em seu cardápio exibe a seguinte mensagem:
“O PF Chang´s tem o orgulho de oferecer a opção de menu sem glúten há mais de 10 anos. Você pode identificar os pratos através do símbolo “trigo cortado” ao lado do nome. Eles são preparados em um Wok exclusivo, com utensílios separados dos demais e servidos em um prato com design diferenciado. Tudo isso para assegurar sua saúde, sem que deixe de apresentar ao máximo nossos sabores.”

É isso que queremos de presente no Mês Internacional de Conscientização da Doença Celíaca: Cardápios sem glúten em um número cada vez maior de restaurantes, com sabor e segurança!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

3 Anos sem Glúten

O mês de novembro está quase acabando e agora que me dei conta de que neste mês completo 3 anos de meu diagnóstico para a Doença Celíaca.
Fácil não foi e nunca será, mas me sinto tão bem, tão saudável e essa é minha maior recompensa!
No início, a maior dificuldade foi entender que é perfeitamente possível viver sem o glúten, tão enraizado em nossa cultura e alimentação. Mas descobri muitas alternativas gostosas e fui adequando meu paladar.
Com acompanhamento nutricional, percebi que não bastava tirar o glúten para me restabelecer, tinha que mudar praticamente tudo em minha rotina. Existe muita porcaria sem glúten por aí, as substituições deveriam ser inteligentes e de acordo com minhas necessidades.
Hoje, creio que a maior dificuldade é a falta de informação dos profissionais de saúde, indústrias alimentícias e restaurantes.
Com relação à falta de informação dos profissionais de saúde, já ouvi muitos estudantes de Nutrição e Medicina, além de nutricionistas e médicos já graduados, que muito pouco ou nada se ensina das Universidades sobre Doença Celíaca.
A dificuldade não é somente sobre o diagnóstico, mas a maioria deles orienta seus pacientes já diagnosticados apenas a cortar o glúten da alimentação e nada mais, não falam sobre contaminação cruzada, presença de glúten em cosméticos e outras necessidades importantes que temos. Alguns até sugerem que os pacientes busquem informações na internet. E realmente essa é a principal ferramenta que muitos possuem para saber um pouco mais sobre o assunto.
A oferta de produtos ditos “sem glúten” aumentou imensamente desde o meu diagnóstico, imaginem que nos primeiros meses, eu precisava buscar alguns produtos em São Paulo ou comprar pela internet. Hoje, em minha cidade, que possui cerca de 60 mil habitantes, já são cinco lojas especializadas, além de supermercados que vendem alguns alimentos específicos.
A mesma coisa com restaurantes, muitos passaram a oferecer cardápio “sem glúten”, ou a destacar a presença dessa proteína em seus pratos.
O problema é que quando se questiona indústrias e restaurantes sobre contaminação cruzada, alguns nem sabem do que se trata e outros admitem que ela acontece em suas produções. Ou seja, a oferta de alimentação segura para os celíacos não cresceu na mesma proporção que aqueles destinados a pessoas que optam por retirar o glúten de sua dieta. Felizmente, existem empresas comprometidas com os celíacos, que sabem dos cuidados de que nossa saúde precisa.
Mas, falando das coisas boas, às vezes me pego pensando “como seria minha vida se eu não fosse celíaca?”. Acho que seria tão comum e sem graça... rs rs rs... essa nova vida me trouxe tantos novos amigos, nova percepção sobre a alimentação, novos trabalhos. Eu jamais teria feito um blog, por exemplo... sobre o que eu falaria? rs
Outro dia estava conversando com alguém sobre uma rede de Fast Food que abriu em minha cidade. Falei “olha só o lado bom de eu ser celíaca, se não fosse, certamente eu já teria ido lá”.
É como eu disse, não foi fácil, nunca será, mas vale cada esforço. Ainda tenho muitíssimo a aprender e a evoluir nessa caminhada, mas quando me lembro das crises de diarreia, das dores insuportáveis, da fraqueza, daquela magreza assustadora, vejo o quanto já melhorei. É isso que me faz seguir adiante!
E vamos lá, por mais 3, 10, 60 anos sem glúten!!!! rs rs rs

Nessa foto, eu estava em Nova Iorque, após 6 meses do diagnóstico.
Já estava sem crises, mas ainda bem magrinha.


Foto atual

   


segunda-feira, 24 de novembro de 2014



Amigos, tenho uma parceria com a Chef Mari Rezende, autora do Blog Sala de Estar (@blogsaladeestar), ela faz Workshops de Culinária aqui na região de Campinas e agora quer rodar o Brasil.

Os próximos cursos agendados são:

11 de Dezembro - Confeitaria do Bem - Vinhedo
18 de Dezembro - Natal Solidário - Vinhedo

Quer levar a Chef Mari Rezende para sua cidade? Envie um e-mail para gourmetdobem@hotmail.com



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O Glúten e os Cosméticos


Ainda existe muita controvérsia na Medicina com relação ao dano que o glúten presente nos cosméticos possa causar aos celíacos.
O que não se pode negar é que ao passar cremes, loções, bases que contenham glúten, ficarão vestígios do inimigo em nossas mãos, que normalmente levamos à boca, olhos. Dessa forma, não há dúvidas de que o glúten entrará em nosso organismo e será prejudicial à nossa saúde.
Nem preciso falar dos batons, não é? Nesse caso, vai direto à nossa boa e são muitas as marcas que possuem glúten em sua composição.
Quando descobri que deveria me preocupar com isso, no início do meu diagnóstico, fiz uma busca entre meus cremes e maquiagens e fui obrigada a jogar muita coisa fora que tinha glúten!!!
Como não existe nenhuma legislação sobre a rotulagem dos cosméticos que indique a presença de trigo, aveia, cevada, malte e centeio, só nos resta andar com uma lupa e procurá-los dentre os ingredientes (sempre em inglês ou latim).

A lista acima é um resumo, mas seguem os nomes que devemos procurar:

Wheat Derived Ingredients : (Trigo)

Amp-Isostearoyl Hydrolyzed Wheat Protein;
Disodium Wheatgermamido Peg-2 Sulfosuccinate;
Hydrolyzed Wheat Gluten;
Hydrolyzed Wheat Protein;
Hydrolyzed Wheat Protein Pg-Propyl Silanetriol;
Hydrolyzed Wheat Starch  Dextrin Palmitate;
Hydrolyzed Wheat Flour;
Hydrolyzed Wheat Protein/Pvp Crosspolymer;
Hydroxypropyltrimonium Hydrolyzed Wheat Protein;
Stearyldimoniumhydroxypropyl;
Triticum Vulgare (Wheat) Flour Lipids;
Triticum Vulgare (Wheat) Germ Extract;
Triticum Vulgare (Wheat) Germ Oil;
Vitamin E Derived From Wheat Germ Oil ;
Triticum Vulgare (Wheat) Gluten;
Triticum Vulgare (Wheat) Starch;
Wheat Amino Acids;
Wheat Bran Extract;
Wheat Germ Extract;
Wheat Germ Glycerides;
Wheat Germ Oil;
Wheat Germamidopropyldimonium Hydroxypropyl;
Wheat (Triticum Vulgare) Bran Extract;
Wheat Germamidopropalkonium Chloride Wheat Protein;
Wheat Germamidopropyl Ethyldimonium Ethosulfate Yeast Extract;
 

Oat Derived Ingredients: (Aveia)

Savena Sativa (Oat) Flour;
Avena Sativa (Oat) Kernel Protein;
Oat (Avena Sativa) Extract;
Oat Beta Glucanoat Extract;
Oat Floursodium Lauroyl;
Oat Amino Acids;
Avena Sativa (Oat) Kernel Flour;
Hydrolyzed Oat Flour
 
Barley Derived Ingredients: (Cevada)

Samino Peptide Complex;
Barley Extract;
Hordeum Vulgare (Barley)  Extract;
Phytosphingosine Extract
Barley Lipids
Secale Cereale (Rye) Seed Flour;

Rye (Centeio)

Outras substâncias que causam dúvidas,
quando não vem especificado qual é a origem:

Hydrolyzed Vegetable Protein (se não especifica fica a  dúvida)
Hydroxypropyl (quando não especifica qual vegetal  / pode ser de trigo)
Cyclodextrin
Dextrin 
(pode ser de soja, milho, mas se não especifica pode ser de trigo ou Aveia)
Maltodextrin 
( pode ser de milho, mas se não especifica fica a dúvida)


Na dúvida, entre em contato com o SAC da empresa ou procure uma marca que atenda suas necessidades.

Fonte: www.riosemgluten.com

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Restaurantes - fique de olho



Quem se identifica com esse post do perfil Sofrimentos de um Celíaco???

Para mim, não poderia ser mais perfeito. É exatamente assim que me sinto.
O diagnóstico da Doença Celíaca me trouxe muitas coisas boas, a saúde de volta, muitos amigos, muito mais variedade na alimentação. Mas se tem uma coisa que a DC me tirou foi o prazer de comer fora de casa.
Não tem mais diversão em ir a restaurantes, salvo raras exceções onde me sinto segura.
Só vou quando realmente é necessário, e nem sempre tenho vontade de ficar fazendo aquelas inúmeras perguntas (que tempero você usa? faz separado? etc), não me arrisco mais e fico só na salada mesmo...
Que nunca me falte a disposição para levar minha marmita para todos os cantos rs rs rs... Isso sim me dá segurança.
Já levei marmita em restaurante, casamento, festa de aniversário... Me divirto com muito mais tranquilidade sabendo que não vou passar fome, nem me contaminar!
E todo cuidado é pouco: Não acredite em tudo que lê, muitos restaurantes indicam em seu cardápio pratos sem glúten, mas quando perguntamos sobre a contaminação cruzada, a resposta é clássica: "sem glúten, mas não indicado para celíacos". Já caí em algumas ciladas e com certeza cairei em muitas outras, mas já estou um pouco calejada.
Fiquemos espertos!
Restaurantes, não é tão complicado nos atender, só precisamos de respeito e informações claras!!!
Bom final se semana!!!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Workshop em Vinhedo


Quem disse que ser saudável não pode ser prático e saboroso?


Pensando nisso, eu e a Camila do Blog Travessuras Saudáveis temos uma novidade:

A Geisa do Blog Criansaudável e a Coach Camila Précoma virão a Vinhedo para explicar como incluir comida de verdade na rotina dos filhos e ensinar receitas saudáveis para a família toda, com muito capricho e sabor.
Vocês irão aprender e experimentar receitas do bem, feitas sem glúten, sem lactose, sem soja e sem aditivos químicos que ninguém entende o nome.
Pois é, mas uma reeducação alimentar infantil passa, antes, por uma reeducação mental dos pais. Pensando nisso, resolvemos fazer uma parceria e levar as técnicas de Coaching para facilitar esse processo.
Dentro desse contexto a Coach Camila Précoma fará um palestra mostrando como transformar sonhos em objetivos e metas em ações.

Quem vem com a gente?